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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

EDUCAÇÃO I

Ensino Superior em Santo Amaro

O Ensino Superior da cidade de Santo Amaro ainda está em desenvolvimento, conta apenas com o curso de graduação à distância da Unifacs que utiliza salas alugadas, através de um convênio coma prefeitura para os encontros eventuais. Também, possui o curso técnico do IFBA, antigo Cefet e a extensão do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, situada em um casarão histórico do século XIX - o solar do Biju - doado à UEFS pela Prefeitura Municipal. O campus conta, atualmente,estrutura com uma estrutura acadêmica, que compreende os cursos de graduação Licenciaturas Plenas em Letras Vernáculas e Ensino Fundamental, Ciências, Matemática, e história, além da Biblioteca Setorial Solar do Biju e do Museu Galeria de Arte Caetano Veloso, que funcionam como suporte às ações de ensino, pesquisa e à extensão cultural.


Pré-Vestibular
A prefeitura pretende também reinstalar o curso de pré-vestibular para capacitar os alunos da cidade no acesso ao ensino superior. Atualmente os alunos de Santo Amaro não contam com uma educação de qualidade no ensino fundamental e médio e por isso não conseguem ingressar numa instituição de ensino superior ou técnico, como acontece no caso do IFBA, onde a maioria dos alunos são de Feira de Santana.Segundo Maria das Graças Ribeiro Costa, coordenadora pedagógica, o curso de Licenciatura em Letras Vernáculas tem como objetivo atender à demanda de professores de português para o ensino fundamental, médio e superior, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino na região. O curso de Licenciatura em ensino fundamental, em exercício nas escolas da rede municipal de Santo Amaro, com vistas à redução dos índices de analfabetismo, repetência e evasão escolar.


Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
A prefeitura da cidade está entrando em acordo com o governo federal para implantar um campus da UFRB em Santo Amaro. As discussões estão em tramitação, pois existe o interesse de outras cidades. Santo Amaro está com a preferência e já vem sendo feita pesquisas de campo com a comunidade para saber quais os cursos que estes gostariam de cursar. A prefeitura conta com a realização desse projeto, visando o desenvolvimento da população santo amarense o que seria possível com a chegada de uma universidade federal.


ALINE RAMOS

EDUCAÇÃO II

PEDAÇO DA PIZZA

A cidade de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia, está em uma disputa frenética pela instalação da Universidade Federal. O PT (Partido dos Trabalhadores) no município encara a consolidação do campus como uma missão. Em conversa com secretário geral do partido, Joaquim José Filho, fica claro a relevância do assunto.

Em uma pronúncia forte Joaquim afirma que Santo Amaro sentiu-se ofendida por não ter um campus, enquanto Amargosa, que é Vale do Jequiriçá, foi beneficiada. Ele afirmou que a implantação será um dos principais pontos de campanha do partido, com o slogan: “Pra ser do recôncavo a UFRB tem que está em Santo Amaro”.

Já tiveram diversas conversas com o reitor da universidade que, segundo Joaquim, deixou clara a provável instalação do campus com os cursos de economia e administração, inicialmente. Porém, não entraram em conversa com os campi e desconhecem a realidade deles.

O secretário afirma que mesmo com todas as características da região e contando com apoio de Valter Pinheiro e Luis Alberto é a falta de prestigio político que atua como maior formador desse “corredor da exclusão”.


BORDAS DE CEBOLA

Quanto mais vagas em universidades públicas melhor. É o consenso. Lutar por elas é nobre. Mesmo assim o sonho pode acabar como uma frustração. Na conversa com o secretário, uma senhora que trabalha no mesmo local que ele, não quis ser identificada, alegou uma das melhoras com a instalação do campus, “meu filho não quer fazer um ensino a distância, ele não gosta, e eu terei que dá um jeito pra pagar o curso dele na UFBA”.

No entanto, não é usufruindo da conjuntura política e de um ideal no imaginário popular que se deve encarar essa luta. No caso da conquista a universidade que já tem cunho de propaganda política vai reforçar esse papel e Santo Amaro poderá ficar com grandes dívidas com os heróis que surgem depois de toda guerra.


DIOGO SILVA DE OLIVEIRA

quinta-feira, 9 de julho de 2009

EDUCAÇÃO



A influência do IAENE em Capoeieruçu

Capoeiruçu significa capoeira grande, afirma o morador Martins com cerca de 70 anos.

Em meados de 1979, a Igreja Adventista com o intuito de instalar um colégio na região do recôncavo da Bahia, encontrou neste distrito de Cachoeira condição geográfica propicia para construção do mesmo.

A grande fazenda Capoeiruçu, foi escolhida pela cúpula da Igreja Adventista para implantar os cursos técnicos. A faculdade iniciou com vinte e cinco alunos e totalizando hoje cerca de três mil estudantes, sendo que seiscentos deles se encontram em regime de internato.

Em entrevista com alguns moradores, funcionários e estudantes podem-se constatar a influência sócio-econômica e religiosa exercida na comunidade.

Moradores – Comerciante de frutas, Francisnei Ferreira, 22 anos, estudante do ensino público, afirma que sem a presença do IAENE (Instituto Adventista de Ensino do Nordeste) o distrito não existiria, e pretende após terminar os estudos ingressar na faculdade, também Ismael Oliveira, 17 anos, concluinte do 2º grau prestará vestibular para administração na instituição.

Funcionários - Cosmi Rodrigues, segurança e guia do IAENE, mostrou ao blog Com Art 2, as estruturas oferecidas aos alunos internos e também aos demais. Fábio Guimarães, setor de comunicação e marketing conta que houve uma mudança substancial na região durantes os trinta anos do IAENE.

Estudantes – Marizane Almeida, natural de Conceição do Coité, 24 anos, além de cursar pedagogia estando no 6º semestre é uma funcionária que participa do programa de bolsas, designados aos mesmos. Adventista, ela diz ser muito importante, pois a faculdade exerce alguns trabalhos voluntários, promovendo integração com a população.

Sidnei Carvalho, nascido no próprio distrito, 20 anos, cursa administração no 2º semestre. Trabalha numa lanchonete próxima ao IAENE e conta que o comércio depende integralmente do fluxo de estudantes no período letivo dizendo fechar o estabelecimento durante o recesso. O estudante ainda faz um breve comentário sobre a imposição religiosa sutilmente praticada pela faculdade.

Alguns projetos voluntários de impacto na comunidade são desenvolvidos nos setores de educação, saúde e comércio. Tendo como exemplo de integração e amizade o projeto de conscientização “Capoeiruçu mais limpa” estando este no 2º ano de realização.


LAIANA MATOS e NATHALI OLIVEIRA