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terça-feira, 4 de agosto de 2009

ENTREVISTA DA SEMANA

DONA CANÔ: UMA HISTÓRIA DE VIDA

Quem é dona Canô? Claudionor Viana Telles Velloso, nascida no dia 16 de setembro de 1907 na cidade de Santo Amaro da Purificação BA. Residente numa casa simples de arquitetura tradicional, repleta de fotografias espalhadas no seu interior.
Sinônimo de simplicidade e carisma, dotada de uma sabedoria indescritível, é assim que podemos definir a matriarca da família Veloso. Uma mulher guerreira nas suas atitudes e simples nos seus hábitos. Agraciada com a capacidade de procriar 8 filhos, inclusive Caetano Veloso e Maria Bethânia, devido aos quais, tornou-se famosa internacionalmente. A sua fama também, deve-se ao fato de dona Canô ser uma pessoa humilde e receptiva, sendo que as portas da sua casa estão sempre abertas à visitação.
Seus cabelos brancos denunciam a sua idade, mas a sua lucidez contradiz com os seus 101 anos. Dona Canô emana inteligência e sabedoria, nas palavras sinceras e objetivas que revelam a sua identidade.
Por tudo isso Dona Canô, é a entrevistada da semana do COM-ART 2, confira abaixo a entrevista realizada pelos repórteres Eliandson Santos e Suely Alves.


COM-ART 2: A senhora mora nesta casa há mais de 60 anos. O que esse lugar tem de especial para a senhora? DONA CANÔ: Eu nasci em Santo Amaro, toda a minha família é de Santo Amaro, tanto a minha quanto a de Zeca, e as crianças todas nasceram aqui em Santo Amaro, então me habituei a viver numa cidade do interior e estou vivendo.

COM-ART 2: A senhora já recebeu muitas homenagens na vida. Qual delas guarda com maior apreço?
DONA CANÔ:
Eu queria saber o porquê de tantas homenagens, se eu não sou nada, meus filhos é que cresceram e saíram para o mundo, mas eu não sou nada.

COM-ART 2: Não se sente privilegiada de ser a mãe de uma família tão bonita?
DONA CANÔ: Não. Eu acho que isso chegou para mim, mas não é privilégio meu, é de qualquer mãe que tinha que acontecer isso. Agora chegou para mim que era mais humilde como a mãe dos outros todos, mais humilde como a mãe de Roberto Carlos, mais humilde como a mãe de Erasmo Carlos, mais humilde como a mãe de Francisco Alves, eu só posso agradecer.

COM-ART 2: Dona Canô, qual o segredo para se chegar aos 101 anos com tanta lucidez e beleza?
DONA CANÔ:
102 daqui a pouco e não tem segredo, eu nunca disse que tinha. Nunca escondi de ninguém a minha vida. Apenas eu procurei viver em paz, recebendo as graças e aguardando o que tinha de acontecer, o que aconteceu de bom eu vi, o que aconteceu de ruim, eu vi também.

COM-ART 2: Qual é o presente de aniversário que a senhora gostaria de receber no seu aniversário de 102 anos?
DONA CANÔ: Presente? Velho não precisa mais de presente. Eu já falei quem quiser me dar presente, me traga sabonete, pasta de dente, lençol, toalha de banho, para que eu doe aos meus velhinhos, desde que eu fiz 80 anos, não peco mais presente. Quando chega eu distribuo, tem os velhinhos, tem o convento.

(Neste momento nossa equipe é surpreendida pelo gato de estimação de Dona Canô, “Negão”, que tentou morder uma estudante de jornalismo que acompanhava a entrevista).
DONA CANÔ: Ô Negão mordeu? Ô Negão, ta maluco? Ta caduco!

(Sem perceber Dona Canô volta a falar de sua vida, e fala inclusive do seu casamento com o falecido Zezé Velloso).


DONA CANÔ: Eu queria que minhas filhas, meus netos e bisnetos que estão aí para casar, tivessem a sorte que eu tive. Mas, não chega para todo mundo.

COM-ART 2: No ano passado a senhora contou a mulher do Governador Jacques Wagner, que o seu sonho era comemorar os seus 102 anos na igreja restaurada. A senhora vai realizar esse sonho?
DONA CANÔ:
Se não morrer, vou. Eu já pedi aos meninos:
“Olhem, continuem da mesma forma, missa na Purificação, e alguma coisa em casa, não quero mais que façam fora de minha casa.”
COM-ART 2: E como estão os preparativos para a festa de 102 anos? DONA CANÔ: Não, é uma missa e depois um café aqui em casa. E um caruru que há muitos anos meus filhos fazem.

COM-ART 2: Graças a sua religiosidade a senhora recebeu uma benção solene do Papa Bento XVI, Como foi para a senhora enquanto católica, receber isso?
DONA CANÔ: Uma coisa tão grande, que eu nem posso agradecer, porque é uma graça que eu não podia esperar uma mensagem do Papa para mim! Meus amigos padres se comunicaram com ele, e ele aceitou a proposta e me mandou. Eu não pedi, chegou pra mim porque Deus quis. Todo dia eu digo o que eu tenho hoje, o que eu sou hoje, eu agradeço a Deus.

(Aqui, mais pessoas chegam para visitar Dona Canô, e ela mais uma vez muda o rumo da conversa).



DONA CANÔ: Agora estão dizendo que aqui é a casa dos famosos. Não dizem “A casa de Canô”, ou “A casa de Zeca”, dizem “A casa dos famosos”. Graças a Deus, me deram fama e eu não pedi.

COM-ART 2: A senhora acha que ficou famosa, por causa de sua humildade? DONA CANÔ: Humilde eu sou até hoje. Quem quiser achar que a minha humildade é de propósito ache eu não posso fazer nada, eu sou humilde. Se eu ainda pudesse fazer alguma coisa mais eu não posso fazer nada, dependo do meu povo que trabalha para mim. E meus filhos a Clara Maria está aí, veio passar o fim de semana com o neto. Rodrigo foi trabalhar, mas daqui a pouco ele está aí. É o que eu digo a graça maior que eu tenho é meus filhos não esquecerem que eu existo. Eles subiram, mas não esquecem que existo. Então, isso é uma graça muito grande que Deus me deu. Acho que minha graça maior é essa ter meus filhos comigo.

COM-ART 2: Mas, a senhora é uma mãe coruja com seus filhos?
DONA CANÔ:
Nunca fui coruja não. Nunca escondi o mal que fizeram, mas foram criados sem pancada, sem castigo, com liberdade, porque hoje não se pode dar liberdade a um menino, já vão errando.

COM-ART 2: Nesse quase 102 anos de vida, ainda tem algum projeto ou algum sonho que a senhora gostaria de realizar?
DONA CANÔ:
Tem sim, eu to atrás de um pedido que eu fiz ao Lula, e ele vai me atender.

COM-ART 2: E que pedido foi esse?
DONA CANÔ:
Aqui nós temos um hospital de quase 300 anos, que trabalha só com os pobres. E de repente encheram de coisas, atrapalhou tudo, ta quase fechando. Lula veio, mandou um recado que queria me ver, eu fui encontrar com ele em Cachoeira. E eu disse:
“Lula, eu só tenho um pedido pra lhe fazer. A Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, que é de misericórdia, não tem que cobrar nada. Os pobres vinham, eram tratados, tinham médicos de muitas especialidades.”
Agora quase fechou, só não fechou por um milagre. Embolou tudo nem médico tinha mais. Isso eu pedi, a Igreja do Amparo estava quase caindo, e a obra ainda não terminou, então eu pedi a Nossa Senhora do Amparo, que mostrasse uma solução para nossa sociedade para que fizessem alguma coisa para nossa igreja não cair. Deus ajudou, eu ganhei um prêmio, dei para a igreja.

COM-ART 2: O COM-ART 2 ficou sabendo que a senhora gosta muito de ler. O que a senhora anda lendo atualmente?
DONA CANÔ:
Atualmente, eu leio muito pouco, to lendo os jornais que Rodrigo traz uma revista de Aparecida que eu comprei e as revistas que Rodrigo compra, Nissinha compra, eu leio. Mas, eu lia muitos livros de histórias,

COM-ART 2: E a senhora já leu o livro que fala da sua vida “Lembranças do saber viver”?
DONA CANÔ:
Já li não, eu quem fiz com a minha boca. Pediram pra fazer, deixei eles fazerem.

COM-ART 2: E o livro de receitas?
DONA CANÔ:
O livro de receitas, quem fez foi minha filha Mabel, ela copiava as receitas e eu nem sabia, um dia ela disse:
“Olha minha mãe, eu fiz um livro com as receitas da senhora.”
E aí esse livro de receita ta vendendo até hoje. Ainda ontem eu autografei um. Porque gostaram muito, foram dois amigos que me pediram pra fazer, eu disse: “Vai ser chato eu contar a minha vida. O que é que eu vou dizer? Dizer o que eu passei, o que eu não passei.” Mas, aí contei a vida de meus filhos, a vida de Caetano, a vida de Bethania, como chegaram onde chegaram. Não custou nada fazer.

COM-ART 2: A senhora que já foi conselheira de ACM e até do Presidente Lula, daria que conselho para nós do COM-ART 2, que estamos iniciando no jornalismo? DONA CANÔ: É uma carreira muito boa, muito bonita. Mas um pouco pesada, porque tem coisas que você tem que escrever e tem medo de escrever. Mas, procurando fazer a coisa certa, Não procurando aumentar nem diminuir, eu tenho um bisneto que fez jornalismo, hoje ta trabalhando com Caetano. Não tem nada a ver com jornalismo. (risos) Trabalhou muitos meses na TV Bahia, mas ele dizia:
“Minha 'bisa' eu não gosto desse trabalho, de ficar dentro de um escritório, eu quero uma coisa que eu possa fazer o que eu aprendi.”
E Nossa Senhora ajudou Caetano precisou dele e ele ta lá. Ainda hoje ele ta em São Paulo, arrumando porque Caetano vai lá.

(Aqui ela passa a falar sobre os gostos dos seus filhos).

"Cada um tomou sua distância e procurou fazer aquilo que gosta. Mabel gostava muito de ensinar, de dar palestras, de escrever poesias. Caetano pôs-se a cantar e Bethania, cada um tem sua família. E vivem bem. Clara mesmo, esse aqui é neto dela, esse João (apontando para um bisneto que acompanhava a entrevista)."


COM-ART 2: Se pedíssemos para a senhora definir quem é Dona Canô? Como à senhora definiria?
DONA CANÔ: Eu não sei falar. Caetano tava na Itália fazendo um show me telefonou:
“Minha mãe, a senhora tem retrato com todo mundo? Veio uma moça aqui, um grupo pra me conhecer, porque conhecem a senhora. E trouxeram seu retrato aqui.”
Aqui vem gente da Europa toda. Até na Austrália, eu tenho uma amiga lá. Muita gente me quer bem minha filha não dá nem para definir. É porque me procuram muito aqui, e eu agradeço a Deus.

COM-ART 2: Inclusive meu sonho era conhecer a senhora...
DONA CANÔ: Eu não sou nada. Todo mundo que vem me ver, pergunta a menina que trabalha aqui. Todo mundo entra, que querem saber, eu sei que não é por minha causa, é por causa de meus filhos. Quando vem o pessoal da Itália aqui, conhecem muito Caetano, conhecem muito meus filhos,
É isso, tem o pessoal que trabalha aí comigo, Lurdes vem passa a manhã, outra vem passa à tarde.

COM-ART 2: E quando a senhora sente saudades dos seus filhos que estão fora. Como a senhora faz para matar essa saudade?
DONA CANÔ: Eles me chamam ao telefone. A maioria das vezes é eles que me chamam, porque eu não tenho o telefone de Caetano e também posso dizer que não tenho o de Bethania. Caetano deve passar aqui no dia 16, ele vai pra Feira, vai cantar em Feira.

COM-ART 2: Dona Canô tem alguma música de Caetano ou de Bethania,com a qual a senhora se identifique?
DONA CANÔ: Interpretação de Bethania, qualquer uma pra mim é bonita. Porque ela sabe interpretar muito bem. E de Caetano tem muitas que eu gosto, mas eu escolhi uma, porque ele tava muito novo quando fez uma música, Força estranha, é uma música muito forte pra um menino de 13 anos. É muito forte.

COM-ART 2: Ele tinha só 13 anos?
DONA CANÔ: É com 12 ele já escrevia. A primeira música dele foi Ciclo, O professor de português fez e pediu pra ele musicar, era um poema muito bonito, Aí foi que Zeca viu que ele sabia escrever música, Era ele escrevendo, Mabel tomando, Foi quando ele chamou:
"Meu pai, venha ver uma coisa, o professor da escola pediu pra musicar esse poema, eu vou tocar pro senhor ouvir. Com 12 anos, ele já apresentava no ginásio pros companheiros mais velhos do que ele.’’

COM-ART 2: E a música que fizeram pra senhora, que Daniela canta: “Dona Canô chamou...” a senhora gosta dessa música?
DONA CANÔ: A Didá aquela que toca no tambor foi ela que inventou isso. Aí logo aprenderam porque esse povo aprende tudo, (risos) Eu fui pra Feira de Santana, quando eu cheguei um retrato meu enorme, e o povo cantando Dona Canô chamou, ora, mas já se viu? Me deixe. (risos) Foi uma festa bonita, tinha muita gente, tavam chamando a atenção dos homens mulheres para o câncer de mama.

COM-ART 2: Dona Canô, nós queríamos agradecer o seu carinho e a sua simpatia.
DONA CANÔ: Simpatia sempre, nunca deixo de atender. Não olho personalidade, todos pra mim são iguais, homens, mulheres, meninos, tudo que me procura.


COM-ART 2: Então deixe uma mensagem para o COM-ART 2...
DONA CANÔ: Não parem, continuem se aperfeiçoando, porque o jornalismo é muito bom pra quem tem capacidade de escrever. Se vocês gostam de escrever estudam para escrever, vai ser uma beleza. Não deixem, continuem, sejam permanentes nas aulas. Agora, procurem ler tudo o que você puder... Livros e jornais, porque muitas vezes é tudo mentira. (risos)



ELIANDSON SANTOS
SUELY ALVES

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PERSONALIDADES

Figuras históricas de Santo Amaro da Purificação


Zuzu Araújo


Baiano formado em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, Edvaldo Mendes Araújo, conhecido por Zuzu Araújo, tem 55 anos e acumulou experiência na gestão de programas culturais voltados aos negros.

Foi assessor especial da Secretária de Cultura da Bahia. Em 1995 foi responsável pela comemoração dos 300 anos de Zumbi. Assumiu a presidência da Fundação Cultural Palmares em março de 2007. Mostrou a toda comunidade afro-brasileira o início de uma nova gestão comprometida com a integração e interatividade.

O trabalho de Zulu a frente da promoção da cultura e do combate ao racismo na Bahia e também em outras partes do Brasil é de fundamental importância para a melhora do nosso país. A Fundação Cultural Palmares ganhou na atual gestão do presidente Lula o status de incrementar o intercâmbio entra Brasil e os países de língua portuguesa. O presidente da Fundação ressaltou também que em sua meta de trabalho estará presentes o incremento do intercâmbio com o continente africano, valorização dos recursos humanos e o reforço em ação de Comunicação Social, para dar maior visibilidade a cultura afro na grande mídia (rádio,TV e internet).



Zilda Paim

Historiadora, educadora, folclorista e pintora brasileira, Zilda Paim, 90 anos, santamarense e ex- vereadora onde foi reeleita por três vezes sendo a primeira mulher a ser vereadora.

Começou sua paixão por história, quando no baú do pai um livro que pertenceu ao Barão de Vila Viçosa. Desde então não parou mais de pesquisar. Relatou em uma entrevista que ao ver histórias e documentos de outros lugares resolveu fazer uma pesquisa e recolher informações sobre o passado de minha terra. Passou a anotar e catalogar, nesse momento, acontecimentos cotidianos santamareses.

Exerceu profissão de professora por cinquenta anos, quando professora convidava praticantes de maculelê e capoeira para apresentar-se em sala de aula, a idéia não foi muito aceita, apesar dos alunos gostarem, pouco tempo depois foi proibido as apresentações em sala de aula. Apesar do conservadorismo que enfrentou, foi diretora acadêmica por dezoito anos.
Fez sua primeira tela para um desfile escolar, um quando com a prefeitura e a igreja da matriz de Santo Amaro. As gravuras estão exposta em Nova Iorque, desde então pintou mais de duzentas telas.
Não frenquentou a faculdade de história nem de belas artes, foi autodidata. Escreveu livros sobre o maculelê com renome internacional “Relicário Popular” sendo uma das maiores especialistas brasileira sobre o assunto, vale ressaltar que o livro foi editado com seus próprios fundos. Seu segundo livro “Isso é Santo Amaro” conta a história do município desde quando passou a ser habitados por homens-brancos.

Na cidade tem um memorial batizado com o seu nome onde contem historias d Santo Amaro com documentos dos séculos XIX e XX, com acervo de mais de mil fotografias e uma coleção de relatórios da prefeitura desde o ano de 1893.

Atualmente recebe visita de curiosos que desejam saber mais sobre a história de Santo Amaro, e luta para tem seu acervo em um museu dedicado a história da cidade.



Jorge Portugal

Jorge Portugal nasceu em Santo Amaro da Purificação no dia 05 de agosto de 1956. Professor, consultor, escritor, poeta, apresentador de televisão, compositor e palestrante é referência nacional nos temas de redação e língua portuguesa. É autor do livro Redação: Assim é fácil!

Ele é conselheiro nacional de política cultural, é o idealizador e atualmente o apresentador do programa Aprovado. Suas composições são executadas em várias partes do mundo, ganhando dimensão nas vozes de interpretes consagrados como Maria Betânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa etc.

Jorge Portugal participou de vários festivais de MPB, com destaque para o MPB/80 da Rede Globo de Televisão, quando recebeu a consagração nacional com a música “A Massa”.



Roberto Mendes
Roberto Mendes nasceu em Santa Amaro da Purificação e é simplesmente um dos maiores compositores e violonistas brasileiros. Grande conhecedor da chula, que é um ritmo característico do Recôncavo Baiano. Ele compôs vários sucessos na voz de cantores consagrados como Maria Betânia, Gal Costa, Tânia Alves, e outros. Talvez a música mais conhecida dele seja “Amor de Matar”, uma parceria com o poeta Jorge Portugal.



Edite do Prato
Dona Edite do Prato ficou conhecida assim por utilizar como instrumento para tocar samba, este instrumento e talheres. O talento de Dona Edite do Prato foi divulgado para o mundo por meio dos contemporâneos Caetano Veloso e Maria Betânia.


LAYLA SCHER E LÉO SANTANA